segunda-feira, 20 de julho de 2015

amadeo luciano lorenzato






o que mais me encanta no lorenzato, além de sua rara sensibilidade, é como ele pratica o ofício da pintura, o trabalho com a arte.
as cores, as tintas, eu sei, se sentem bem quando manipuladas por ele, elas sorriem íntimas, e felizes ao mestre se entregam.
os suportes, preparados antes, estão ansiosos pelo momento da distribuição das cores na sua superfície. o que é feito por pincéis e pelo 'pente', num suave carinho.
tudo é uma doce harmonia no reino visual do nosso querido lorenzato

texto de ninha autoria para convite da exposição 'lorenzato' na manoel macedo galeria de arte 1988
pintura 'lorenzato' de gilberto de abreu. coleção antonio carlos

domingo, 14 de junho de 2015

meu sorriso do fernando brant





os encontros, os sorrisos e os abraços com pessoas amigas, aliviavam  a dor que pairava em todo o recinto.
cercado por amigos parentes e flores estava o morto. o poeta que guardava todos os amigos no lado esquerdo do peito, dentro do coração...

o fernando brant e sua poética entraram pessoalmente na minha vida aos meus 18 anos, e nessas décadas que se passaram, desenvolvemos uma pequena e sincera amizade, e uma grande admiração, a princípio pelo seu trabalho mas, a convivência revelou-me o fabuloso ser humano que vivia atrás daquelas palavras escolhidas e combinadas, que dão direções bonitas e firmes para um mundo melhor.
ao ver os seus amigos que desfrutaram de uma convivência maior com ele, me comovi pelo arraso emocional em que eles se encontravam.

nunca gostei de ir a velórios de amigos, e quando fui, não me aproximei muito do morto, ficava a uma certa distância aliviando as dores com os amigos em comum. 
e assim eu estava lá no palácio das artes, local onde em várias vezes apresentei meu trabalho em suas galerias e teatros, fôra levado pela simone andrade neves e pelo guto pela primeira vez numa situação assim, muito diferente a todas em que eu havia estado lá.
conversando com o tonico mercador, eu só imaginava como estaria o fernando atrás daquela aglomeração que rezava, pois não iria vê-lo assim, e me lembrava das últimas vezes que tinha me encontrado com ele. 
até lembrei do último velório que não fui: o da d. geralda, mãe do toninho horta. tinha me encontrado com ela, alguns meses antes da sua morte, ela com mais de 100 anos, sentadinha numa cadeira de rodas estava super entusiasmada, e com os braços abertos me falava: ‘beto, o galo ta demais!’ era época da libertadores, e se o galo provocava essa euforia na d. geralda tava demais mesmo!
agora, sempre que ouço falar na d. geralda essa é a imagem que abre as portas das lembranças que tenho dela. por isso estava evitando ver o fernando de perto. assim teria outras imagens sem ser a dele morto pra abrir a porta das lembranças daquele que também carrego no lado esquerdo do peito, dentro do coração.
mas aí o tonico me falou uma coisa que mexeu muito comigo, ele me disse que eu deveria ir lá, pois ele ainda estava ali
e eu senti que estava mesmo e fui. perto dele estava completamente arrasado o seu sobrinho e meu grande amigo robertinho que me ligara ainda mais ao fernando, e que bom estarmos juntos ali de novo.
enquanto passava a mão nos cabelos e rosto do fernando eu dizia emocionado a ele muitas coisas do meu sentimento, e num certo momento, percebi ou senti vindo dele um suave e traquina sorriso. 
aquilo me espantou, encantou e mexeu muito comigo no sentido de normalidade e realidade. 
de níveis de realidade.
vim para casa trazendo todo esse conjunto emocional que tem um velório e mais essa terna imagem de um sorriso. e no caminho sozinho as lágrimas embaçavam meus olhos ao ver as ruas, assim como aquele fino tecido embaçava o rosto dele.

hoje, um dia depois, penso; se eu senti que ele ainda estava ali, de alguma forma ele 'falou' pra mim. claro que pela força do seu espírito conversando comigo que naquele momento era só sentimentos..
foi mais uma lição do poeta. 
agora, sempre que eu ouvir falar no fernando ou ouvir algumas da suas canções, verei essa última imagem que ele deixou pra mim; esse sorrizinho suave e traquina,
que abre um mundo não só o das lembranças comuns, mas também que entre nós habitantes desse planeta, existe um mundo que nossos olhos educados normalmente não vê.
 só em algumas conjunções, 
em algumas coisas impossíveis.

agradecerei sempre ao amigo poeta que voa 
no lado esquerdo do peito, dentro do meu coração feliz.


bh14/06/2015
foto cristiano quintino



quarta-feira, 22 de abril de 2015

imagem da palavra - gilberto de abreu





GILBERTO DE ABREU

Quinta,23/04 às 22h30, com reapresentações na sexta 24/04 às 07h30 e domingo 26/04 ás 17:30h
 Nesta semana você confere o trabalho do artista plástico e poeta Gilberto de Abreu

Em conversa com a apresentadora Guga Barros, ele revela detalhes da carreira e fala sobre projetos, como a confecção de cenários e ilustrações para capas de discos, além de destacar os livros "Campo Magnético" e "O avesso do tropeço".

ou assista também a partir de qualquer lugar do planeta, pelo linque: http://redeminas.tv/ao-vivo

#LigadaAoSeuMundo #RedeMinas30anos#ImagemDaPalavra


quarta-feira, 15 de abril de 2015

algumas árvores
















óleo sobre tela 20x30x04cm 2015
1ª, 2ª e 3ª árvore - coleção alexandra martins
4ª árvore - coleção laura vianna
5ª árvore - coleção sebastião soares
fotos gilberto de abreu

sexta-feira, 27 de março de 2015

sol e primavera - imprensa na praça (nº1)











 a revista imprensa na praça, através do seu editor petrônio souza, me pediu um texto sobre as capas de discos que eu havia feito.
conto aqui como surgiram algumas delas.

quarta-feira, 4 de março de 2015

popcars





                  



                                   







                                                                                                             
                                                                                                             









                                                                                                             
                                                                                                              coleção popcar
óleo sobre tela 30x40x04cm - 2015

1ºquadro, coleção mario alex rosa
3° quadro coleção ronald polito                                                                                                              
5º quadro coleção rafael abreu                                            
                                                            

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

escritório de arte gilberto de abreu













amigas e amigos


minha casa se transformou num
pequeno aglomerado artístico
onde funciona
escritório/galeria/ateliê


 você pode:
-         ter com exclusividade para aquisição os meus trabalhos mais recentes ao lado de alguns antigos
-         livros, cds e gravuras de minha autoria.
-         ter contato para observação dos desenhos originais que fazem um desenho animado. originais de  histórias em quadrinhos publicados em jornais e revistas.
-         alguma coisa dos cenários para atividades cênicas, musicais, cinematográficas e televisivas.
-         ver os trabalhos em andamento.

só peço que agende sua visita para que eu possa receber/atender com a devida atenção, a quem de alguma forma interage com o meu trabalho.

pelos telefones:
(31) 3477 1987 – 8678 9223 – 9441 8835.

www.gilbertodeabreubr.blogspot.com

segunda-feira, 26 de maio de 2014

rodrigo moreira



pintura de gilberto de abreu a respeito do sr. rodrigo moreira. músico, poeta e lutier. óleo sobre tela, 100x180cms 2014.
coleção : rodrigo moreira

quinta-feira, 17 de abril de 2014

momento américa latina - gabriel garcia marques e hugo chaves




El presidente Hugo Chávez Frías me contaba esta historia en el avión de la Fuerza Aérea Venezolana que nos llevaba de La Habana a Caracas...

Carlos Andrés Pérez descendió al atardecer del avión que lo llevó de Davos, Suiza, y se sorprendió de ver en la plataforma al general Fernando Ochoa Antich, su ministro de Defensa. “¿Qué pasa?”, le preguntó intrigado. El ministro lo tranquilizó, con razones tan confiables, que el presidente no fue al Palacio de Miraflores sino a la residencia presidencial de La Casona. Empezaba a dormirse cuando el mismo ministro de Defensa lo despertó por teléfono para informarle de un levantamiento militar en Maracay. Había entrado apenas en Miraflores cuando estallaron las primeras cargas de artillería.

Era el 4 de febrero de 1992. El coronel Hugo Chávez Frías, con su culto sacramental de las fechas históricas, comandaba el asalto desde su puesto de mando improvisado en el Museo Histórico de La Planicie. El presidente comprendió entonces que su único recurso estaba en el apoyo popular, y se fue a los estudios de Venevisión para hablarle al país. Doce horas después el golpe militar estaba fracasado. Chávez se rindió, con la condición de que también a él le permitieran dirigirse al pueblo por la televisión. El joven coronel criollo, con la boina de paracaidista y su admirable facilidad de palabra, asumió la responsabilidad del movimiento. Pero su alocución fue un triunfo político. Cumplió dos años de cárcel hasta que fue amnistiado por el presidente Rafael Caldera. Sin embargo, muchos partidarios como no pocos enemigos han creído que el discurso de la derrota fue el primero de la campaña electoral que lo llevó a la presidencia de la República menos de nueve años después.

El presidente Hugo Chávez Frías me contaba esta historia en el avión de la Fuerza Aérea Venezolana que nos llevaba de La Habana a Caracas, hace dos semanas, a menos de quince días de su posesión como presidente constitucional de Venezuela por elección popular. Nos habíamos conocido tres días antes en La Habana, durante su reunión con los presidentes Castro y Pastrana, y lo primero que me impresionó fue el poder de su cuerpo de cemento armado. Tenía la cordialidad inmediata, y la gracia criolla de un venezolano puro. Ambos tratamos de vernos otra vez, pero no nos fue posible por culpa de ambos, así que nos fuimos juntos a Caracas para conversar de su vida y milagros en el avión.

Fue una buena experiencia de reportero en reposo. A medida que me contaba su vida iba yo descubriendo una personalidad que no correspondía para nada con la imagen de déspota que teníamos formada a través de los medios. Era otro Chávez. ¿Cuál de los dos era el real?

El argumento duro en su contra durante la campaña había sido su pasado reciente de conspirador y golpista. Pero la historia de Venezuela ha digerido a más de cuatro. Empezando por Rómulo Betancourt, recordado con razón o sin ella como el padre de la democracia venezolana, que derribó a Isaías Medina Angarita, un antiguo militar demócrata que trataba de purgar a su país de los treintiséis años de Juan Vicente Gómez. A su sucesor, el novelista Rómulo Gallegos, lo derribó el general Marcos Pérez Jiménez, que se quedaría casi once años con todo el poder. Éste, a su vez, fue derribado por toda una generación de jóvenes demócratas que inauguró el periodo más largo de presidentes elegidos.

El golpe de febrero parece ser lo único que le ha salido mal al coronel Hugo Chávez Frías. Sin embargo, él lo ha visto por el lado positivo como un revés providencial. Es su manera de entender la buena suerte, o la inteligencia, o la intuición, o la astucia, o cualquiera cosa que sea el soplo mágico que ha regido sus actos desde que vino al mundo en Sabaneta, estado Barinas, el 28 de julio de 1954, bajo el signo del poder: Leo. Chávez, católico convencido, atribuye sus hados benéficos al escapulario de más de cien años que lleva desde niño, heredado de un bisabuelo materno, el coronel Pedro Pérez Delgado, que es uno de sus héroes tutelares.Sus padres sobrevivían a duras penas con sueldos de maestros primarios, y él tuvo que ayudarlos desde los nueve años vendiendo dulces y frutas en una carretilla. A veces iba en burro a visitar a su abuela materna en Los Rastrojos, un pueblo vecino que les parecía una ciudad porque tenía una plantita eléctrica con dos horas de luz a prima noche, y una partera que lo recibió a él y a sus cuatro hermanos. Su madre quería que fuera cura, pero sólo llegó a monaguillo y tocaba las campanas con tanta gracia que todo el mundo lo reconocía por su repique. “Ese que toca es Hugo”, decían. Entre los libros de su madre encontró una enciclopedia providencial, cuyo primer capítulo lo sedujo de inmediato: “Cómo triunfar en la vida”.

Era en realidad un recetario de opciones, y él las intentó casi todas. Como pintor asombrado ante las láminas de Miguel Ángel y David, se ganó el primer premio a los doce años en una exposición regional. Como músico se hizo indispensable en cumpleaños y serenatas con su maestría del cuatro y su buena voz. Como beisbolista llegó a ser un catcher de primera. La opción militar no estaba en la lista, ni a él se le habría ocurrido por su cuenta, hasta que le contaron que el mejor modo de llegar a las grandes ligas era ingresar en la academia militar de Barinas. Debió ser otro milagro del escapulario, porque aquel día empezaba el plan Andrés Bello, que permitía a los bachilleres de las escuelas militares ascender hasta el más alto nivel académico.

Estudiaba ciencias políticas, historia y marxismo al leninismo. Se apasionó por el estudio de la vida y la obra de Bolívar, su Leo mayor, cuyas proclamas aprendió de memoria. Pero su primer conflicto consciente con la política real fue la muerte de Allende en septiembre de 1973. Chávez no entendía. ¿Y por qué si los chilenos eligieron a Allende, ahora los militares chilenos van a darle un golpe? Poco después, el capitán de su compañía le asignó la tarea de vigilar a un hijo de José Vicente Rangel, a quien se creía comunista. “Fíjate las vueltas que da la vida”, me dice Chávez con una explosión de risa. “Ahora su papá es mi canciller”. Más irónico aún es que cuando se graduó recibió el sable de manos del presidente que veinte años después trataría de tumbar: Carlos Andrés Pérez.

“Además”, le dije, “usted estuvo a punto de matarlo”. “De ninguna manera”, protestó Chávez. “La idea era instalar una asamblea constituyente y volver a los cuarteles”. Desde el primer momento me había dado cuenta de que era un narrador natural. Un producto íntegro de la cultura popular venezolana, que es creativa y alborazada. Tiene un gran sentido del manejo del tiempo y una memoria con algo de sobrenatural, que le permite recitar de memoria poemas de Neruda o Whitman, y páginas enteras de Rómulo Gallegos.

Desde muy joven, por casualidad, descubrió que su bisabuelo no era un asesino de siete leguas, como decía su madre, sino un guerrero legendario de los tiempos de Juan Vicente Gómez. Fue tal el entusiasmo de Chávez, que decidió escribir un libro para purificar su memoria. Escudriñó archivos históricos y bibliotecas militares, y recorrió la región de pueblo en pueblo con un morral de historiador para reconstruir los itinerarios del bisabuelo por los testimonios de sus sobrevivientes. Desde entonces lo incorporó al altar de sus héroes y empezó a llevar el escapulario protector que había sido suyo.

Uno de aquellos días atravesó la frontera sin darse cuenta por el puente de Arauca, y el capitán colombiano que le registró el morral encontró motivos materiales para acusarlo de espía: llevaba una cámara fotográfica, una grabadora, papeles secretos, fotos de la región, un mapa militar con gráficos y dos pistolas de reglamento. Los documentos de identidad, como corresponde a un espía, podían ser falsos. La discusión se prolongó por varias horas en una oficina donde el único cuadro era un retrato de Bolívar a caballo. “Yo estaba ya casi rendido –me dijo Chávez–, pues mientras más le explicaba menos me entendía”. Hasta que se le ocurrió la frase salvadora: “Mire, mi capitán, lo que es la vida: hace apenas un siglo éramos un mismo ejército, y ése que nos está mirando desde el cuadro era el jefe de nosotros dos. ¿Cómo puedo ser un espía?”. El capitán, conmovido, empezó a hablar maravillas de la Gran Colombia, y los dos terminaron esa noche bebiendo cerveza de ambos países en una cantina de Arauca. A la mañana siguiente, con un dolor de cabeza compartido, el capitán le devolvió a Chávez sus enseres de historiador y lo despidió con un abrazo en la mitad del puente internacional.

“De esa época me vino la idea concreta de que algo andaba mal en Venezuela”, dice Chávez. Lo habían designado en Oriente como comandante de un pelotón de trece soldados y un equipo de comunicaciones para liquidar los últimos reductos guerrilleros. Una noche de grandes lluvias le pidió refugio en el campamento un coronel de inteligencia con una patrulla de soldados y unos supuestos guerrilleros acabados de capturar, verdosos y en los puros huesos. Como a las diez de la noche, cuando Chávez empezaba a dormirse, oyó en el cuarto contiguo unos gritos desgarradores. “Era que los soldados estaban golpeando a los presos con bates de beisbol envueltos en trapos para que no les quedaran marcas”, contó Chávez. Indignado, le exigió al coronel que le entregara los presos o se fuera de allí, pues no podía aceptar que torturara a nadie en su comando. “Al día siguiente me amenazaron con un juicio militar por desobediencia –contó Chávez–, pero sólo me mantuvieron por un tiempo en observación”.

Pocos días después tuvo otra experiencia que rebasó las anteriores. Estaba comprando carne para su tropa cuando un helicóptero militar aterrizó en el patio del cuartel con un cargamento de soldados mal heridos en una emboscada guerrillera. Chávez cargó en brazos a un soldado que tenía varios balazos en el cuerpo. “No me deje morir, mi teniente…” le dijo aterrorizado. Apenas alcanzó a meterlo dentro de un carro. Otros siete murieron. Esa noche, desvelado en la hamaca, Chávez se preguntaba: “¿Para qué estoy yo aquí? Por un lado campesinos vestidos de militares torturaban a campesinos guerrilleros, y por el otro lado campesinos guerrilleros mataban a campesinos vestidos de verde. A estas alturas, cuando la guerra había terminado, ya no tenía sentido disparar un tiro contra nadie”. Y concluyó en el avión que nos llevaba a Caracas: “Ahí caí en mi primer conflicto existencial”.

Al día siguiente despertó convencido de que su destino era fundar un movimiento. Y lo hizo a los veintitrés años, con un nombre evidente: Ejército bolivariano del pueblo de Venezuela. Sus miembros fundadores: cinco soldados y él, con su grado de subteniente. “¿Con qué finalidad?”, le pregunté. Muy sencillo, dijo él: “con la finalidad de prepararnos por si pasa algo”. Un año después, ya como oficial paracaidista en un batallón blindado de Maracay, empezó a conspirar en grande. Pero me aclaró que usaba la palabra conspiración sólo en su sentido figurado de convocar voluntades para una tarea común.

Esa era la situación el 17 de diciembre de 1982 cuando ocurrió un episodio inesperado que Chávez considera decisivo en su vida. Era ya capitán en el segundo regimiento de paracaidistas, y ayudante de oficial de inteligencia. Cuando menos lo esperaba, el comandante del regimiento, Ángel Manrique, lo comisionó para pronunciar un discurso ante mil doscientos hombres entre oficiales y tropa.

A la una de la tarde, reunido ya el batallón en el patio de futbol, el maestro de ceremonias lo anunció. “¿Y el discurso?”, le preguntó el comandante del regimiento al verlo subir a la tribuna sin papel. “Yo no tengo discurso escrito”, le dijo Chávez. Y empezó a improvisar. Fue un discurso breve, inspirado en Bolívar y Martí, pero con una cosecha personal sobre la situación de presión e injusticia de América Latina transcurridos doscientos años de su independencia. Los oficiales, los suyos y los que no lo eran, lo oyeron impasibles. Entre ellos los capitanes Felipe Acosta Carle y Jesús Urdaneta Hernández, simpatizantes de su movimiento. El comandante de la guarnición, muy disgustado, lo recibió con un reproche para ser oído por todos:

“Chávez, usted parece un político”. “Entendido”, le replicó Chávez.

Felipe Acosta, que medía dos metros y no habían logrado someterlo diez contendores, se paró de frente al comandante, y le dijo: “Usted está equivocado, mi comandante. Chávez no es ningún político. Es un capitán de los de ahora, y cuando ustedes oyen lo que él dijo en su discurso se mean en los pantalones”.

Entonces el coronel Manrique puso firmes a la tropa, y dijo: “Quiero que sepan que lo dicho por el capitán Chávez estaba autorizado por mí. Yo le di la orden de que dijera ese discurso, y todo lo que dijo, aunque no lo trajo escrito, me lo había contado ayer”. Hizo una pausa efectista, y concluyó con una orden terminante: “¡Que eso no salga de aquí!”

Al final del acto, Chávez se fue a trotar con los capitanes Felipe Acosta y Jesús Urdaneta hacia el Samán del Guere, a diez kilómetros de distancia, y allí repitieron el juramento solemne de Simón Bolívar en el monte Aventino. “Al final, claro, le hice un cambio”, me dijo Chávez. En lugar de “cuando hayamos roto las cadenas que nos oprimen por voluntad del poder español”, dijeron: “Hasta que no rompamos las cadenas que nos oprimen y oprimen al pueblo por voluntad de los poderosos”.

Desde entonces, todos los oficiales que se incorporaban al movimiento secreto tenían que hacer ese juramento. La última vez fue durante la campaña electoral ante cien mil personas. Durante años hicieron congresos clandestinos cada vez más numerosos, con representantes militares de todo el país. “Durante dos días hacíamos reuniones en lugares escondidos, estudiando la situación del país, haciendo análisis, contactos con grupos civiles, amigos. “En diez años –me dijo Chávez– llegamos a hacer cinco congresos sin ser descubiertos”.

A estas alturas del diálogo, el presidente rio con malicia, y reveló con una sonrisa de malicia: “Bueno, siempre hemos dicho que los primeros éramos tres. Pero ya podemos decir que en realidad había un cuarto hombre, cuya identidad ocultamos siempre para protegerlo, pues no fue descubierto el 4 de febrero y quedó activo en el ejército y alcanzó el grado de coronel. Pero estamos en 1999 y ya podemos revelar que ese cuarto hombre está aquí con nosotros en este avión”. Señaló con el índice al cuarto hombre en un sillón apartado, y dijo: “¡El coronel Badull!”

De acuerdo con la idea que el comandante Chávez tiene de su vida, el acontecimiento culminante fue El Caracazo, la sublevación popular que devastó a Caracas. Solía repetir: “Napoleón dijo que una batalla se decide en un segundo de inspiración del estratega”. A partir de ese pensamiento, Chávez desarrolló tres conceptos: uno, la hora histórica. El otro, el minuto estratégico. Y por fin, el segundo táctico. “Estábamos inquietos porque no queríamos irnos del ejército”, decía Chávez. “Habíamos formado un movimiento, pero no teníamos claro para qué”. Sin embargo, el drama tremendo fue que lo que iba a ocurrir ocurrió y no estaban preparados. “Es decir –concluyó Chávez– que nos sorprendió el minuto estratégico”.

Se refería, desde luego, a la asonada popular del 27 de febrero de 1989: El Caracazo. Uno de los más sorprendidos fue él mismo. Carlos Andrés Pérez acababa de asumir la presidencia con una votación caudalosa y era inconcebible que en veinte días sucediera algo tan grave. “Yo iba a la universidad a un posgrado, la noche del 27, y entro en el fuerte Tiuna en busca de un amigo que me echara un poco de gasolina para llegar a la casa”, me contó Chávez minutos antes de aterrizar en Caracas. “Entonces veo que están sacando las tropas, y le pregunto a un coronel: ¿Para dónde van todos esos soldados? Porque sacaban los de Logística que no están entrenados para el combate, ni menos para el combate en localidades. Eran reclutas asustados por el mismo fusil que llevaban. Así que le pregunto al coronel: ¿Para dónde va ese pocotón de gente? Y el coronel me dice: A la calle, a la calle. La orden que dieron fue esa: hay que parar la vaina como sea, y aquí vamos. Dios mío, ¿pero qué orden les dieron? Bueno Chávez, me contesta el coronel: la orden es que hay que parar esta vaina como sea. Y yo le digo: Pero mi coronel, usted se imagina lo que puede pasar. Y él me dice: Bueno, Chávez, es una orden y ya no hay nada qué hacer. Que sea lo que Dios quiera”.

Chávez dice que también él iba con mucha fiebre por un ataque de rubéola, y cuando encendió su carro vio un soldadito que venía corriendo con el casco caído, el fusil guindando y la munición desparramada. “Y entonces me paro y lo llamo”, dijo Chávez. “Y él se monta, todo nervioso, sudado, un muchachito de 18 años. Y yo le pregunto: Ajá, ¿y para dónde vas tú corriendo así? No, dijo él, es que me dejó el pelotón, y allí va mi teniente en el camión. Lléveme, mi mayor, lléveme. Y yo alcanzo el camión y le pregunto al que los lleva: ¿Para dónde van? Y él me dice: Yo no sé nada. Quién va a saber, imagínese”. Chávez toma aire y casi grita ahogándose en la angustia de aquella noche terrible: “Tú sabes, a los soldados tú los mandas para la calle, asustados, con un fusil, y quinientos cartuchos, y se los gastan todos. Barrían las calles a bala, barrían los cerros, los barrios populares. ¡Fue un desastre! Así fue: miles, y entre ellos Felipe Acosta”. “Y el instinto me dice que lo mandaron a matar”, dice Chávez. “Fue el minuto que esperábamos para actuar”. Dicho y hecho: desde aquel momento empezó a fraguarse el golpe que fracasó tres años después.

El avión aterrizó en Caracas a las tres de la mañana. Vi por la ventanilla la ciénaga de luces de aquella ciudad inolvidable donde viví tres años cruciales de Venezuela que lo fueron también para mi vida. El presidente se despidió con su abrazo caribe y una invitación implícita: “Nos vemos aquí el 2 de febrero”. Mientras se alejaba entre sus escoltas de militares condecorados y amigos de la primera hora, me estremeció la inspiración de que había viajado y conversado a gusto con dos hombres opuestos. Uno a quien la suerte empedernida le ofrecía la oportunidad de salvar a su país. Y el otro, un ilusionista, que podía pasar a la historia como un déspota más.

sábado, 4 de janeiro de 2014

gilberto, tito e lis



óleo sobre tela, 45x59cm. 2013. este quadro começou pela moldura, que veio com uma tela em branco junto.
me instigou na hora a fazer um retrato meu, do tito e da lis.
e assim foi feito. só de memória, sem fotos e sem poses ao vivo.
foto ricardo bastos

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

intermezzo XXXIII - baú . meio - tibiriçá dias, kimura schetino, nino stutz, gilberto de abreu e arlindo daybert


tibi, kimura schetino, nino stutz, gilberto de abreu e arlindo daybert na exposição coletiva que reuniu: jorge dos anjos, fernando pacheco, george hardy , jayme reis e gilberto de abreu na manuel macedo galeria de arte. 1999
foto lincoln continentino.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

retrospectiva casa lima d'artes


release:

Abertura: 23 de novembro, sábado, das 11 às 18h

Período: De 23/11 a 23/12
de segunda à sexta , de 10 às 18h e sábado de 10 às 14h.

Local: Casa Lima D’artes, rua Lima Duarte, 86, Carlos Prates, BH/MG
Telefone: 31 3462 4324 casalimadartes@gmail.com

Coletiva de pinturas que reúne 5 artistas mineiros: Carlos Macedo, Gilberto de Abreu, Juarez Dias Costa, Lídia Miquelão e Rachel Gilberti.

São 5 assuntos, cada um com uma poética e cada assunto uma história a parte. As poéticas se encontram para fechar o ano de 2013. Os artistas presentes nesta mostra fizeram parte das páginas iniciais da galeria. Cada artista trás na bagagem uma grande travessia neste universo tão peculiar e sensível que é o universo das artes plásticas.

Mineiro de Betim, autodidata, o artista plástico Carlos Macedo, descobriu o universo das artes plásticas ainda adolescente. Ele trabalhou muitos anos como moldureiro, o que o levou a travar contato com pintura, desenhos, colagem, gravuras e objetos. Ao encontrar as superfícies das pinturas e encarar o desafio de preencher as telas em branco, construiu uma carreira longe da badalação do mercado.

“ -A gente anda tão envilecido que não merece participar do mundo do Gilberto de Abreu, mas quem entra nele, mesmo os cretinos, não sai impune. sua poesia brota tão pura que machuca. e às vezes machuca fundo. (wander piroli).
- O Beto traz para perto da gente a ligação do sonho com o real. liga o consciente ao inconsciente como quem abre uma janela e deixa entra o sol. (lô borges).
- O surpreendente é o lirismo com que ele monta as suas cenas, os elementos-personagens e a ênfase no instante reflexivo que a experiência solicita. A graça das formas, as cores e desenhos positiva e anula o terror quanto ao desconhecido. (walter sebastião).”

Juarez Dias Costa natural de Belo Horizonte, formado em desenho industrial e comunicação visual pela Fuma em 1981, publicidade e propaganda pela Fame em 2005 e também cursou cinema entre 2007 e 2008. Foi diretor de arte de três filmes de curta metragem. Tem no curriculum uma dezena de exposições individuais e outra dezena de coletivas de 1974 a atualidade. De 1998 a 2008 residiu, trabalhou e realizou individuais na Espanha, Portugal e Alemanha.

Lidia Miquelão, natural de belo Horizonte, Iniciou seus estudos acadêmicos em artes plásticas na Fundação Escola Guignard - atualmente UEMG de 1978 a 1988. especializando-se em pintura (Carlos Wolney, Orlando Castanõ e Pedro Augusto), desenho de criação (Marco Túlio de Rezende) e cerâmica (Teresinha Escobar e MaryLane Amaral).
Morou de 1994 a 1995 nos Estados Unidos, Rochester/ Nova York, tendo frequentado “Creative workshop: Clay Technique (Arthuro de Vitalis) e Advanced Oil Painting (Philip Murray), no Memorial Art Gallery of University of Rochester.
Participou de várias oficinas nos Festivais de Inverno da UFMG, nos anos 1998, 1999, 2000, 2001 e 2002, com os seguintes artistas: Mário zavagli, Fernando Velloso, Clébio Maduro, José Alberto Nemer, Marco Túlio Rezende, Paulo Whitaker e Leda catunda.

    Natural de Belo Horizonte, Rachel Gilberti residiu durante vários anos nos Estados Unidos. Nos quadros, ela retrata com vários ângulos diferentes, diversos locais que já visitou, como instalações na Itália, e mercados de flores na Guatemala.
Graduada em Arte de Estúdio e Ciência Política na universidade de Denison, Ohio, Rachel Gilberti também estudou na Itália e já trabalhou com cerca de seis projetos de arquitetura nos Estados Unidos.

CONTATOS:
(31) 3462 4324 CASA LIMA D’ARTES
(31) 8810 8260 MANOEL HAGEN

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

uma cena do cine do real


em frente ao galpão de compra e venda de papeis para reciclagem
tem umas barracas“os” improvisada(o)s, onde parece comum que algumas das pessoas que recolhem esse tipo de material espalhado pela parte pública da cidade, passem ali a noite para bem cedo trocarem o conteúdo vertical dos papeis amassados de seus carrinhos por outros pedacinhos de papel que valem o $ que está neles escrito.

o galpão é esquinado por avenidas. uma tem o arrudas canalizado. 
e em parte da outra começa e passa acima dela própria um viaduto, onde, embaixo dele e em frente ao galpão, tem mais algumas poucas  barracas“os” improvisada(o)s.
e é nesse lugar, embaixo do viaduto e em frente ao galpão que o nosso ônibus parou obediente ao vermelho do semáforo.
e vimos:
que ali em meio a aqueles papeis fardos carros de madeira barracas”os” tinha duas mulheres já bem vividas duas donas marias  vivendo um momento especial; elas se abraçavam, se beijavam sorriam corriam por ali se tropeçando se esbarrando e retornavam aos  abraços e beijos com gritinhos e sorrisos felizes prenunciando uma noite feliz, uma madrugada feliz um tempo feliz reciclando sentimentos e por que não, nos envolvendo numa reciclagem,
embora para elas talvez nem existisse aquele coletivo iluminado/iluminando-as
ali parado esperando uma luz verde
pra então seguir seu itinerário...

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

o rádio - toninho horta - serenade/ouro preto

 
video
 
esta faixa tem as músicas serenade e ouro preto, gravação feita nos eua no seu cd durango kid imagens são feita pelo fábio carvalho que também fez a edição.as cenas comigo e com a lucienne foram no sesc pompéia em são paulo, e não nenho registro de quem fez as imagens.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

senhorita cannabis

tirei a senhorita cannabis pra dançar
elegante garbosa firme
feliz e generosa
comigo
ela dançou
 .
a senhorita cannabis
é muito sensível ao toque
é como ir produzindo a escrita
onde ela me abre
a própria vida
 .
a irmã de senhorita cannabis
é intelectual e cativante
e também muito sensível ao toque
que a eriça na aura
deixando-a como flor aconchegada
a escrever seus desejos
 .
às vezes eu vejo a senhorita cannabis
como se vê um coração
às vezes eu vejo a senhorita cannabis
e sua irmã
como se lê um livro
próprio.

sábado, 15 de junho de 2013

o rádio - carlos santana - blues for salvador

video

esse santana, me foi apresentado por denio albertini, um amigo que dentre muitas outras coisas, é também programador musical.
eu tinha um ateliê na casa que ele dividia com o lúcio tadeu e o nino stutz; na conde de linhares 580. veja mais no linque: http://gilbertodeabreubr.blogspot.com.br/2010/01/momento-colecoes-os-amigos.html
blues for salvador é de autoria do próprio carlos santana e chester thompson.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

o rádio - jeff beck - cause we've ended as lovers

video


outra faixa no rádio. essa de autoria de stevie wonder, por jeff beck, arranjo de george martim, no disco blow by blow.
essa música conheci na caixa de música, e nas apresentações da ópera visual os temporais do tempo no crepúsculo dos deuses, bh, ela estava incluída na trilha.
as imagens são de fábio carvalho e a edição de luiz edmundo alves.

terça-feira, 11 de junho de 2013

o rádio - beto guedes - nena

video


o rádio é uma série de clipes inspirados do quadro o rádio.
isso acho que foi em 91, por aí...
era só juntar a músicas que eu gostava e gosto às imagens que o fabim (fábio carvalho) estava sempre capturando.
o luiz edmundo alves fez a edição dessa e de mais duas outras faixas d'o rádio'.
que virão em outro post