quinta-feira, 1 de junho de 2017

janelas






o sol reflete como um incêndio
nas sete vidraças ao longe

o país envolto
numa névoa de vergonha
está meio atordoado

o sol, o incêndio, as sete vidraças
(ardendo em silêncio)
refletem a vergonha atordoada
do país

nessa janela vejo
a terra dar mais uma volta
no incêndio de suas vidraças.


terça-feira, 2 de maio de 2017

mulheres em relevo


                                      doce - óleo sobre tela em relevo 40x35cm.


                                      galáctica - óleo sobre tela em relevo 40x35cm.


                              generosa - ost. em relevo  26x20cm óleo sobre tela em relevo . col. eduardo janot


                                                  infantil - 35x30cm.  ost. em relevo


                                                               lógica - ost. em relevo 26x20cm. col.eduardo janot


                                                menino - ost. em relevo 35x30cm.


                                                         moderna - ost. em relevo 18x13cm. col. eduardo janot


                                                            possessiva - ost. em relevo 26x20cm.  col. eduardo janot


                                                pura - ost. em relevo 40x35cm.


                                         pós-moderna - ost. em relevo 40x35cm.


                                                  quase uma africana - ost. em relevo 26x20 cm. col. eduardo janot


                                          quase uma índia - óleo sobre tela em relevo 18x13cm col. eduardo janot


                                                                     religiosa - ost. em relevo 26x20 cm. col. carla moreira


                                               sabida - ost. em relevo 40x35cm.


                                                                            tímida - ost. em relevo 26x20 cm. col. eduardo janot

segunda-feira, 20 de julho de 2015

amadeo luciano lorenzato






o que mais me encanta no lorenzato, além de sua rara sensibilidade, é como ele pratica o ofício da pintura, o trabalho com a arte.
as cores, as tintas, eu sei, se sentem bem quando manipuladas por ele, elas sorriem íntimas, e felizes ao mestre se entregam.
os suportes, preparados antes, estão ansiosos pelo momento da distribuição das cores na sua superfície. o que é feito por pincéis e pelo 'pente', num suave carinho.
tudo é uma doce harmonia no reino visual do nosso querido lorenzato

texto de ninha autoria para convite da exposição 'lorenzato' na manoel macedo galeria de arte 1988
pintura 'lorenzato' de gilberto de abreu. coleção antonio carlos

domingo, 14 de junho de 2015

meu sorriso do fernando brant





os encontros, os sorrisos e os abraços com pessoas amigas, aliviavam  a dor que pairava em todo o recinto.
cercado por amigos parentes e flores estava o morto. o poeta que guardava todos os amigos no lado esquerdo do peito, dentro do coração...

o fernando brant e sua poética entraram pessoalmente na minha vida aos meus 18 anos, e nessas décadas que se passaram, desenvolvemos uma pequena e sincera amizade, e uma grande admiração, a princípio pelo seu trabalho mas, a convivência revelou-me o fabuloso ser humano que vivia atrás daquelas palavras escolhidas e combinadas, que dão direções bonitas e firmes para um mundo melhor.
ao ver os seus amigos que desfrutaram de uma convivência maior com ele, me comovi pelo arraso emocional em que eles se encontravam.

nunca gostei de ir a velórios de amigos, e quando fui, não me aproximei muito do morto, ficava a uma certa distância aliviando as dores com os amigos em comum. 
e assim eu estava lá no palácio das artes, local onde em várias vezes apresentei meu trabalho em suas galerias e teatros, fôra levado pela simone andrade neves e pelo guto pela primeira vez numa situação assim, muito diferente a todas em que eu havia estado lá.
conversando com o tonico mercador, eu só imaginava como estaria o fernando atrás daquela aglomeração que rezava, pois não iria vê-lo assim, e me lembrava das últimas vezes que tinha me encontrado com ele. 
até lembrei do último velório que não fui: o da d. geralda, mãe do toninho horta. tinha me encontrado com ela, alguns meses antes da sua morte, ela com mais de 100 anos, sentadinha numa cadeira de rodas estava super entusiasmada, e com os braços abertos me falava: ‘beto, o galo ta demais!’ era época da libertadores, e se o galo provocava essa euforia na d. geralda tava demais mesmo!
agora, sempre que ouço falar na d. geralda essa é a imagem que abre as portas das lembranças que tenho dela. por isso estava evitando ver o fernando de perto. assim teria outras imagens sem ser a dele morto pra abrir a porta das lembranças daquele que também carrego no lado esquerdo do peito, dentro do coração.
mas aí o tonico me falou uma coisa que mexeu muito comigo, ele me disse que eu deveria ir lá, pois ele ainda estava ali
e eu senti que estava mesmo e fui. perto dele estava completamente arrasado o seu sobrinho e meu grande amigo robertinho que me ligara ainda mais ao fernando, e que bom estarmos juntos ali de novo.
enquanto passava a mão nos cabelos e rosto do fernando eu dizia emocionado a ele muitas coisas do meu sentimento, e num certo momento, percebi ou senti vindo dele um suave e traquina sorriso. 
aquilo me espantou, encantou e mexeu muito comigo no sentido de normalidade e realidade. 
de níveis de realidade.
vim para casa trazendo todo esse conjunto emocional que tem um velório e mais essa terna imagem de um sorriso. e no caminho sozinho as lágrimas embaçavam meus olhos ao ver as ruas, assim como aquele fino tecido embaçava o rosto dele.

hoje, um dia depois, penso; se eu senti que ele ainda estava ali, de alguma forma ele 'falou' pra mim. claro que pela força do seu espírito conversando comigo que naquele momento era só sentimentos..
foi mais uma lição do poeta. 
agora, sempre que eu ouvir falar no fernando ou ouvir algumas da suas canções, verei essa última imagem que ele deixou pra mim; esse sorrizinho suave e traquina,
que abre um mundo não só o das lembranças comuns, mas também que entre nós habitantes desse planeta, existe um mundo que nossos olhos educados normalmente não vê.
 só em algumas conjunções, 
em algumas coisas impossíveis.

agradecerei sempre ao amigo poeta que voa 
no lado esquerdo do peito, dentro do meu coração feliz.


bh14/06/2015
foto cristiano quintino



quarta-feira, 22 de abril de 2015

imagem da palavra - gilberto de abreu





GILBERTO DE ABREU

Quinta,23/04 às 22h30, com reapresentações na sexta 24/04 às 07h30 e domingo 26/04 ás 17:30h
 Nesta semana você confere o trabalho do artista plástico e poeta Gilberto de Abreu

Em conversa com a apresentadora Guga Barros, ele revela detalhes da carreira e fala sobre projetos, como a confecção de cenários e ilustrações para capas de discos, além de destacar os livros "Campo Magnético" e "O avesso do tropeço".

ou assista também a partir de qualquer lugar do planeta, pelo linque: http://redeminas.tv/ao-vivo

#LigadaAoSeuMundo #RedeMinas30anos#ImagemDaPalavra


quarta-feira, 15 de abril de 2015

algumas árvores
















óleo sobre tela 20x30x04cm 2015
1ª, 2ª e 3ª árvore - coleção alexandra martins
4ª árvore - coleção laura vianna
5ª árvore - coleção sebastião soares
fotos gilberto de abreu

sexta-feira, 27 de março de 2015

sol e primavera - imprensa na praça (nº1)











 a revista imprensa na praça, através do seu editor petrônio souza, me pediu um texto sobre as capas de discos que eu havia feito.
conto aqui como surgiram algumas delas.